Apple entra na era dos dobráveis: iPhone Duo e iPhone 18 Pro mostram como o smartphone está mudando
Primeiro iPhone dobrável da história da Apple chega ao lado da geração 18 Pro, com novo chip de 2 nm, mais processamento local de IA e uma aposta em novas formas de interação com o smartphone.
Por Perfilcomp, Farroupilha/RS
11 de setembro de 2026
Depois de anos de rumores...
A Apple finalmente entrou no mercado de smartphones dobráveis.
Apresentado em 9 de setembro, o iPhone Duo representa uma das maiores mudanças físicas já realizadas no iPhone desde que o produto foi lançado, em 2007. O aparelho adota um formato semelhante ao de um pequeno livro: fechado, oferece uma tela externa de 5,4 polegadas; aberto, revela um display interno de 7,6 polegadas, o maior já utilizado em um iPhone.
Ao lado dele, a companhia apresentou o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max, atualizando sua linha tradicional com o novo chip A20 Pro, mudanças importantes nas câmeras e recursos cada vez mais direcionados ao processamento de Inteligência Artificial no próprio aparelho.
O smartphone está entrando em uma fase na qual formato, capacidade computacional e Inteligência Artificial começam a evoluir de maneira conjunta.
Depois de anos observando os dobráveis, a Apple entra no mercado
Samsung, Huawei e outras fabricantes trabalham no segmento dos dobráveis há anos. A primeira geração do Galaxy Fold chegou ao mercado em 2019, o que significa que a Apple entra nessa disputa mais de sete anos depois.
A estratégia, porém, é conhecida...
Historicamente, a Apple nem sempre procura ser a primeira a entrar em uma categoria. Em diferentes momentos, sua aposta esteve em chegar posteriormente com uma integração mais controlada entre hardware, sistema operacional e ecossistema.
É justamente aí que o Duo tenta se diferenciar: A tela externa possui 5,4 polegadas e, ao abrir o aparelho, surge uma tela Super Retina XDR de 7,6 polegadas (50% maior que a do iPhone 18 Pro Max). As duas mantêm a mesma proporção, permitindo que a interface transite entre elas de maneira mais consistente.
A tela interna utiliza dez camadas ultrafinas e um acabamento nano-texture desenvolvido para reduzir reflexos e minimizar visualmente o vinco característico dos dobráveis. A câmera FaceTime interna, por sua vez, fica posicionada sob o display.
O iOS 27 também foi adaptado ao novo formato. O usuário pode alternar entre as telas, apoiar parcialmente o dispositivo sobre uma superfície e explorar a área maior para vídeo, comunicação e multitarefa.
Essa integração pode acabar sendo uma das partes mais interessantes do lançamento. Em sua avaliação inicial, o The Verge observou que várias características físicas do Duo já apareceram em concorrentes, enquanto o trabalho realizado no software pode ser o elemento capaz de diferenciar a experiência da Apple.

Um iPhone que também ocupa parte do espaço do iPad
O formato dobrável cria uma questão interessante: afinal, para que precisamos de uma tela maior no bolso?
A resposta da Apple parece estar principalmente na multitarefa.
Durante a apresentação, a companhia demonstrou aplicações como Zoom e Slack aproveitando a área adicional do display. A proposta é permitir que o telefone se aproxime de determinadas experiências de produtividade que tradicionalmente exigiriam um tablet.
É uma mudança interessante na própria definição do smartphone.
Durante anos, a evolução desses dispositivos aconteceu principalmente dentro de um formato relativamente estável: telas maiores, processadores melhores, novas câmeras e baterias mais eficientes.
Os dobráveis alteram essa lógica porque permitem que o próprio tamanho da interface seja variável. Fechado, o aparelho continua funcionando como smartphone. Aberto, passa a oferecer uma área de trabalho consideravelmente maior.
E isso acontece justamente quando outra transformação está tornando espaço de tela e multitarefa ainda mais relevantes: a evolução da Inteligência Artificial.
A IA começa a mudar também o hardware dentro do smartphone
O iPhone Duo e os novos modelos Pro utilizam o A20 Pro, produzido em processo de 2 nanômetros.
Segundo a Apple, o chip possui CPU de seis núcleos, GPU de sete núcleos e um sistema com dois Neural Engines de 16 núcleos. No total, são 32 núcleos dedicados ao processamento neural, com o dobro da capacidade de processamento de IA do A19 Pro.
Não é apenas uma disputa por números. Quanto mais tarefas de Inteligência Artificial são executadas diretamente no aparelho, maiores são as exigências de processamento, memória, eficiência energética e dissipação térmica.
É por isso que uma curiosidade técnica dos novos iPhones merece atenção: a refrigeração também está evoluindo.
O iPhone 18 Pro utiliza uma nova câmara de vapor com três vezes mais área de superfície do que a geração anterior. No Duo, o A20 Pro também trabalha com um sistema avançado de gerenciamento térmico por câmara de vapor para sustentar tarefas intensivas e cargas de IA.
É, em escala muito menor, o mesmo problema observado atualmente nos data centers de IA: mais capacidade computacional significa também lidar melhor com energia e calor.
O iPhone começa a se tornar uma central pessoal de IA
Há outra mudança relevante por trás do novo hardware.
A Apple está reforçando sua estratégia de executar o máximo possível de processamento de IA diretamente no dispositivo. Durante o lançamento, a empresa posicionou o iPhone como uma espécie de central pessoal de Inteligência Artificial, enfatizando privacidade e processamento local.
Essa abordagem ajuda a explicar por que os chips móveis estão recebendo tanta capacidade dedicada à IA.
O smartphone deixa gradualmente de ser apenas um dispositivo que acessa serviços inteligentes hospedados na nuvem. Ele próprio passa a ter capacidade crescente para executar modelos e processar informações localmente.
Isso pode trazer vantagens relacionadas a velocidade, privacidade e funcionamento de determinadas tarefas sem depender permanentemente do envio de informações para servidores externos.
A evolução do smartphone, portanto, começa a acompanhar uma tendência observada em toda a indústria: distribuir a capacidade de IA entre cloud, data center, edge e dispositivo final.

Até as câmeras agora precisam lidar com a era da IA
Entre as novidades do iPhone 18 Pro está uma questão que há poucos anos dificilmente apareceria como destaque em um lançamento de smartphone: como provar que uma fotografia é verdadeira?
A nova câmera principal Fusion de 48 MP ganhou abertura variável, permitindo diferentes configurações de entrada de luz e profundidade de campo. Mas a Apple também anunciou mecanismos voltados à autenticidade das imagens.
A companhia apresentou o Apple Reference Image e anunciou compatibilidade futura com o padrão SynthID para auxiliar na identificação de imagens produzidas ou modificadas por Inteligência Artificial.
É um detalhe que diz bastante sobre o momento tecnológico atual. Durante anos, a competição entre smartphones esteve concentrada em produzir imagens cada vez melhores.
Agora surge um novo problema: além de produzir uma boa fotografia, os dispositivos começam a precisar ajudar a demonstrar sua autenticidade.
Uma mudança no computador que carregamos no bolso
Talvez a parte mais interessante dos lançamentos de 2026 não seja escolher entre o Duo e o iPhone 18 Pro. É observar o que está acontecendo com o smartphone.
O formato começa a mudar. A quantidade de processamento dedicado à IA aumenta. Sistemas de refrigeração tornam-se mais sofisticados. Os modems passam a ser desenvolvidos pela própria fabricante. As câmeras começam a incorporar mecanismos relacionados à autenticidade das imagens. E o sistema operacional precisa se adaptar a interfaces que mudam fisicamente de tamanho.
O iPhone Duo é a manifestação mais visível dessa transformação porque literalmente dobra ao meio. Mas a mudança mais relevante acontece por dentro.
O smartphone está se tornando uma plataforma com capacidade crescente para executar Inteligência Artificial localmente, interagir de novas maneiras com aplicações e assumir tarefas que anteriormente dependiam mais da nuvem ou de outros dispositivos.
O primeiro iPhone dobrável pode ou não transformar os foldables em produtos de massa.
Mas seu lançamento mostra que, mesmo quase duas décadas depois do primeiro iPhone, a indústria ainda está tentando responder à mesma pergunta: qual será a próxima forma do computador que carregamos todos os dias no bolso?
Fale com um especialista
A evolução dos dispositivos é apenas uma das pontas da transformação provocada pela Inteligência Artificial. Por trás das novas experiências estão avanços em processamento, infraestrutura, conectividade, dados e capacidade computacional.
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