60 dias que mudaram a forma como enxergamos a Perfil
- há 5 dias
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Como a decisão de compreender a inteligência artificial na prática transformou nossa forma de pensar, trabalhar e construir o futuro da Perfil. Veja a seguir!
Por Igor Reolon, Farroupilha/RS
22 de julho de 2026
A decisão que deu início à transformação
Há cerca de 60 dias tomei uma decisão que mudou a forma como enxergamos a Perfil: liderar pessoalmente o processo de entender, na prática, o que a inteligência artificial e os agentes realmente são capazes de fazer.
Não sou desenvolvedor. Minha formação é como gestor e integrador de infraestrutura e de soluções de tecnologia. Talvez justamente por isso eu tenha percebido algo importante: nenhum CEO pode delegar o entendimento dessa transformação. É preciso vivê-la.
Nesses 60 dias mergulhamos em LLMs, agentes de IA, automação, plataformas, governança e novos modelos de trabalho. Erramos, aprendemos, reconstruímos e evoluímos em uma velocidade que, sinceramente, nunca vi em outra tecnologia.
O resultado vai muito além de algumas automações.
Criamos ativos tecnológicos que, se fossem desenvolvidos da forma tradicional, exigiriam investimentos muito superiores aos que foram necessários utilizando a IA como aceleradora. Mais importante do que isso: mudamos a forma de pensar da empresa.
A mudança não começa na tecnologia, mas na cultura
Hoje não queremos apenas executar melhor. Queremos questionar cada processo.
Não perguntamos mais apenas “quem faz isso?”. Passamos a perguntar: “isso realmente precisa ser feito por uma pessoa?” e “como um agente pode executar essa atividade melhor?”.
Essa mudança parece simples, mas altera completamente a cultura da organização.
As principais consultorias do mundo mostram que estamos apenas no começo da era dos agentes de IA. Depois desses dois meses, tenho convicção de que essa previsão ainda é conservadora.
A velocidade dessa evolução é difícil de explicar para quem ainda não vive esse universo.

A transformação que todo líder precisa compreender
Minha maior conclusão é que esta não é uma transformação do departamento de tecnologia. É uma transformação da liderança.
Se o CEO não entender esse movimento, ficará dependente da visão de terceiros para decidir o futuro da empresa. E ninguém consegue liderar aquilo que não compreende. O papel das pessoas também muda.
Cada vez menos seremos valorizados apenas por executar tarefas repetitivas. Cada vez mais seremos valorizados por desenhar processos, resolver problemas, criar soluções, tomar decisões e ensinar agentes a trabalhar conosco.
A visão deixa de ser simplesmente executar. Passa a ser melhorar continuamente. Melhorar processos, melhorar resultados e utilizar a inteligência artificial para eliminar atividades operacionais, aumentar a qualidade e liberar tempo para pensar.
Mas, afinal, a Inteligência Artificial irá substituir as pessoas?
Não acredito que a IA substituirá as pessoas.
Acredito que ela transformará profundamente a forma como as pessoas trabalham e substituirá empresas que insistirem em continuar operando da mesma forma de sempre.
Na Perfil, decidimos participar dessa transformação desde o início. Ainda temos muito a aprender. Mas, olhando para apenas 60 dias atrás, tenho certeza de que já não somos a mesma empresa.
O que construímos nesse curto período representa apenas o começo. Se em apenas dois meses conseguimos evoluir dessa forma, é difícil imaginar onde estaremos daqui a dois, cinco ou dez anos.
Mais do que adotar uma nova tecnologia, estamos construindo uma nova forma de pensar, trabalhar e evoluir. E essa, talvez, seja a maior transformação que a Perfil já viveu.
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