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Os verdadeiros robôs da Perfil já chegaram

14 de set.
5 min de leitura

Agentes, automações e inteligência artificial começam a mudar não apenas a velocidade do trabalho, mas a própria capacidade de execução das pessoas e das empresas.


Por Igor Reolon, Farroupilha/RS

14 de setembro de 2026


A velocidade da era da tecnologia

É impressionante observar o que a inteligência artificial passou a permitir para um executivo, para um profissional e para uma empresa inteira.


Uso IA generativa desde 2022. Mas, quando olho especialmente para o último ano, o que mais chama atenção não é apenas a evolução das ferramentas. É a velocidade com que essa tecnologia começou a modificar a forma como trabalhamos.


Há menos de um ano, começávamos a falar com mais seriedade sobre agentes de inteligência artificial. Em viagens aos Estados Unidos, o assunto já aparecia com frequência nas conversas sobre o futuro da tecnologia. Em 2026, os agentes passaram definitivamente para o centro dessa discussão.


E, mesmo assim, essa percepção já parece antiga.

O que mudou em um ano foi enorme. O que aconteceu nos últimos três meses foi ainda mais acelerado. E, particularmente agora em setembro, tenho acompanhado uma sequência difícil de ignorar de novas capacidades, ferramentas e aplicações.


Mas o que mais me interessa não são os lançamentos.

É o que essa evolução já está fazendo com o meu próprio trabalho.


A IA deixou de ser apenas uma ferramenta de produtividade

Hoje consigo pesquisar, comparar informações, estruturar ideias, analisar documentos, questionar decisões, discutir estratégias, desenvolver projetos e transformar uma ideia em execução numa velocidade que seria difícil imaginar poucos anos atrás.


Isso não diminui a responsabilidade de um CEO.

Na minha visão, acontece justamente o contrário.


A tecnologia amplia nossa capacidade de exercer essa responsabilidade.

Consigo chegar a uma decisão com mais informação, explorar mais alternativas, aprofundar uma análise e testar hipóteses com muito mais rapidez.


Mais velocidade, portanto, não significa necessariamente decidir mais rápido.

Significa ter condições de decidir melhor. E não vejo essa transformação apenas em mim. Ela começa a aparecer também dentro das empresas que gerencio e, principalmente, entre as pessoas do nosso Time que incorporaram essas tecnologias às suas rotinas.


É por isso que acredito que a pergunta está mudando.

Já não basta perguntar: “Você usa inteligência artificial?”

A pergunta mais interessante passa a ser: “Quanto do seu trabalho já foi redesenhado considerando que agora existe inteligência artificial?”


Essa diferença será cada vez mais relevante. O Work Trend Index 2026 da Microsoft aponta que 66% das pessoas que utilizam IA afirmam conseguir dedicar mais tempo a atividades de maior valor, enquanto 58% dizem realizar atualmente trabalhos que não conseguiriam fazer apenas um ano antes.


Talvez essa seja uma das melhores formas de explicar o momento atual. Não estamos apenas fazendo mais rápido aquilo que já fazíamos. Estamos começando a fazer coisas que antes simplesmente não conseguiríamos fazer.


Da tecnologia que sustenta o trabalho para a tecnologia que amplia quem trabalha

Durante a pandemia, a tecnologia mostrou de maneira muito clara sua importância para manter pessoas e empresas operando.


Cloud, videoconferência, colaboração remota e conectividade deixaram de ser apenas recursos de TI e passaram a sustentar o funcionamento cotidiano das organizações.

Agora estamos entrando em outra fase. A tecnologia não apenas sustenta o trabalho. Ela começa a potencializar diretamente quem trabalha.


Uma pessoa consegue pesquisar mais, analisar melhor, produzir com mais qualidade, testar ideias, acessar conhecimentos de outras áreas e acelerar tarefas que antes exigiriam horas ou dias.


Isso, por si só, já representaria uma mudança enorme. Mas existe outra acontecendo ao mesmo tempo...


Os verdadeiros robôs da Perfil

Na Perfil, estamos trabalhando cada vez mais na construção de automações, agentes e sistemas capazes de executar atividades, acompanhar processos, analisar informações e apoiar nosso Time.


Costumo pensar neles como os verdadeiros robôs da Perfil. Não são, necessariamente, máquinas físicas andando pelos corredores. São robôs digitais.

Software executando tarefas. Agentes acompanhando processos. Sistemas identificando desvios. Automações eliminando etapas repetitivas. Inteligência artificial ajudando a transformar informação em decisão. E pessoas utilizando tudo isso para produzir melhor.


Essa combinação me interessa muito mais do que a ideia de simplesmente substituir pessoas por tecnologia. O que vejo surgindo é um modelo em que pessoas + IA + agentes + automação passam a funcionar como uma nova unidade de trabalho.


Representação da integração entre IA, agentes e automação no ambiente de trabalho, simbolizando os “robôs digitais” que passam a executar tarefas e atuar em conjunto com as pessoas nas organizações.
Representação da integração entre IA, agentes e automação no ambiente de trabalho, simbolizando os “robôs digitais” que passam a executar tarefas e atuar em conjunto com as pessoas nas organizações.

Uma pessoa preparada passa a ter outra capacidade de realização

Não acredito em uma empresa do futuro composta simplesmente por inteligência artificial substituindo seres humanos. Acredito em algo diferente...


Uma pessoa preparada, que saiba utilizar inteligência artificial, agentes e automações de maneira adequada, terá uma capacidade de realização muito diferente daquela que tinha alguns anos atrás. E isso cria uma reflexão importante:


Sempre existiram profissionais mais próximos da tecnologia e outros mais resistentes às mudanças. Mas talvez nunca tenhamos vivido uma tecnologia capaz de ampliar diferenças de capacidade profissional com tanta velocidade.


A distância entre quem aprende a trabalhar com IA e quem decide ignorá-la tende a crescer.

Por isso, dentro da Perfil, quero que nossa discussão seja cada vez menos sobre qual é a ferramenta da semana e cada vez mais sobre como podemos trabalhar melhor.


As perguntas que realmente importam

  • O que podemos automatizar?

  • Que processo um agente pode acompanhar?

  • Que informação poderia chegar mais rapidamente até quem precisa decidir?

  • Que atividade ainda depende de trabalho manual sem necessidade?

  • Onde o nosso Time está consumindo tempo em algo que um sistema poderia executar?

  • Que decisão poderia chegar ao executivo com mais contexto, análise e alternativas?


Essas perguntas, para mim, são muito mais importantes do que simplesmente perguntar:

“Qual é a melhor inteligência artificial?”


Porque ferramentas vão mudar, modelos vão evoluir, plataformas que hoje parecem dominantes podem ser substituídas. Mas a capacidade de olhar para um processo e perceber como ele pode ser redesenhado com inteligência artificial será uma competência muito mais duradoura.


A nova Perfil está sendo construída agora

É isso que estamos construindo, aos poucos, dentro da Perfil.


Uma empresa na qual pessoas, sistemas, automações e agentes trabalham juntos.

Ainda estamos no começo. Mas, olhando para o que aconteceu somente nos últimos meses, tenho a impressão de que o ritmo dessa transformação será maior do que grande parte das pessoas imagina.


E posso dizer isso não apenas como alguém que acompanha tecnologia. Posso dizer como usuário. A inteligência artificial já transformou profundamente a maneira como trabalho, como analiso informações, como administro minhas empresas e como tomo decisões.


Os verdadeiros robôs da Perfil já chegaram.


Eles talvez não sejam exatamente como imaginávamos quando pensávamos em robôs no passado. Mas já estão trabalhando conosco. E acredito que ainda vimos muito pouco do que serão capazes de fazer.


                                                                                                                                                                  


Fale com um especialista


A transformação provocada pela Inteligência Artificial não acontece apenas com a adoção de uma nova ferramenta. Ela passa por repensar processos, integrar sistemas, automatizar atividades e identificar onde agentes de IA podem gerar resultados reais para o negócio.


Na PerfilComp e na PerfilGlobal, estamos vivendo essa transformação internamente e também apoiando empresas que querem avançar na adoção de IA, automação e infraestrutura preparada para essa nova realidade.


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